Fim de semestre se aproximando e eis que surge o último post da disciplina. Para essa atividade, a proposta é escrever sobre todos os assuntos discutidos durante o semestre, baseados nos aspectos que envolvem a cultura da convergência e as mídias digitais.
No entanto, a pergunta é: o que significa “convergência”? A definição do dicionário define o verbo convergir cujo significado é dirigir (se) a um ponto em comum ou tender para um mesmo fim. Sob essa ótica, a “convergência das mídias digitais” vai ao encontro das atividades sugeridas ao longo do semestre, ou seja, o rumo que a tecnologia vem tomando nesses últimos anos, transformando hábitos, reformulando conceitos, mudando as atitudes.
Para Jenkins (2008, p. 27) o termo convergência é entendido como o
fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação de múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos do meio de comunicação que vão [ . . . ] em busca das experiências de entretenimento que desejam.
É fato que os aparelhos mudaram, ficaram mais velozes e práticos, enquanto tantos outros foram extintos para dar lugar a aparelhos mais modernos. Aparelhos de telefone, de televisão, computadores e muitas tecnologias de rede uniram-se para transmitir, em tempo real, informações completamente diversas, nas quais uma pessoa possa encontrar o que procura, fazendo uso de qualquer suporte, onde quer que esteja. Para exemplificar, basta pensarmos nos aparelhos celulares disponíveis nas lojas. A última (e deveria ser a principal) função a receber forte apelo da propaganda é saber o que determinado aparelho faz: conexão com a internet; acesso às redes sociais, câmera fotográfica, gravador de vídeo, televisão, rádio, MP4. Comprar um aparelho cuja finalidade é falar com alguma pessoa não é mais a prioridade dos aparelhos celulares no mercado.
Conforme Mesquita (1999, [s.p]) a convergência também pode ser entendida como interação e conexão entre, segundo o autor:
[ . . . ] a imprensa, o rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital (sob a forma de bits), onde será possível interagir com a própria informação [ . . . ]
Para Jenkins (2008), a convergência representa em sua totalidade uma transformação cultural, “à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meios a conteúdos midiáticos dispersos”. Isso significa que há um usuário com necessidades especificas, que precisa interagir com o outro na busca de satisfazer suas necessidades informacionais de cada dia. Ao procurar por uma noticia, há a possibilidade de o usuário encontrar um vídeo, uma imagem, uma publicação em um periódico, uma entrevista no jornal, resultado das interações com outras pessoas que geram o compartilhamento de informações de forma imediata.
A cultura da convergência deu fim ao usuário-espectador da informação e abriu portas para que ele participe deste processo, que é interagir e participar na construção da informação.
Disponibilizar a informação, tornar possível a comunicação entre os usuários através da junção das mídias é a proposta da convergência: a participação ativa das pessoas em um mundo cada vez mais consumista quando se trata de tecnologia. Ou, como salienta Jenkins (2008) “um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos”.
Durante a disciplina de Informação em Mídias Digitais, muitos foram os temas cuja ideia foi fundada na convergência. Primeiro de tudo, a criação de um blog. a criação de um blog, a manutenção e a atualização do blog representaram pra mim a descoberta do novo, uma vez que eu ainda não havia criado um. As publicações representam todas as junções das tecnologias que a mídia nos oferece a cada dia, com cada vez mais facilidade e rapidez.
Discursar sobre fotologs, microblogs, redes sociais, a história da fotografia, repositório de vídeos, dentre os tantos outros temas das atividades, é permitir que a comunicação exista e de que a informação seja compartilhada, assistida e comentada. Isso é possível através da imensa possibilidade das pessoas interagirem através desses suportes, já que a internet está ao alcance de todos a qualquer hora, em qualquer lugar.
Em suma, estar conectado e ter acesso à informação é possível. Fazer um filtro daquilo que realmente é relevante ao usuário, é uma das atribuições do bibliotecário. Diante da gigantesca quantidade de informações, é imprescindível que a busca seja feita a atender àquilo que interessa ao usuário, utilizando os recursos e os suportes disponíveis em sua biblioteca. Os recursos midiáticos ressaltados por Jenkins anteriormente ainda não existem em um único lugar, no qual possa ser encontrado tudo o que se deseja, organizados e produzidos em uma única mídia. Dessa forma, respondendo à questão proposta pela equipe da disciplina, ainda não é possível convergir todos os elementos informacionais distribuídos nas diferentes mídias, de maneira a sistematizar a busca e a recuperação da informação de uma forma mais ágil e eficiente.
Acima de tudo, cabe ao profissional agir com bom senso para que nenhuma informação seja totalmente perdida ou má avaliada na web, que faça bom uso de suas competências (organizar, recuperar e disseminar a informação) para atender o usuário da maneira mais adequada.
REFERÊNCIAS
FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro, 1986. 1838p.
MESQUITA, João. A Convergência dos media: do mass ao self media. 1999. Disponível em: <http://www.citi.pt/estudos_multi/joao_mesquita/index.html> Acesso em: 14 nov. 2011.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. [New York]: Aleph, Tradução: Suzana Alexandria, 2008, 31 p. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/70803815/JENKINS-Henry-Cultura-da-convergencia>. Acesso em: 14 nov. 2011.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. [New York]: Aleph, Tradução: Suzana Alexandria, 2008, 31 p. Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/70803815/JENKINS-Henry-Cultura-da-convergencia>. Acesso em: 14 nov. 2011.

