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Olá! Me chamo Viviane e este é o primeiro blog que crio. Graduanda em Biblioteconomia, catarinense, libriana, apaixonada por livros, filmes, gatos e crianças.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Convergência das Mídias Digitais

Fim de semestre se aproximando e eis que surge o último post da disciplina. Para essa atividade, a proposta é escrever sobre todos os assuntos discutidos durante o semestre, baseados nos aspectos que envolvem a cultura da convergência e as mídias digitais.
            No entanto, a pergunta é: o que significa “convergência”? A definição do dicionário define o verbo convergir cujo significado é dirigir (se) a um ponto em comum ou tender para um mesmo fim. Sob essa ótica, a “convergência das mídias digitais” vai ao encontro das atividades sugeridas ao longo do semestre, ou seja, o rumo que a tecnologia vem tomando nesses últimos anos, transformando hábitos, reformulando conceitos, mudando as atitudes.
            Para Jenkins (2008, p. 27) o termo convergência é entendido como o

fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação de múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos do meio de comunicação que vão [ . . . ] em busca das experiências de entretenimento que desejam.

            É fato que os aparelhos mudaram, ficaram mais velozes e práticos, enquanto tantos outros foram extintos para dar lugar a aparelhos mais modernos. Aparelhos de telefone, de televisão, computadores e muitas tecnologias de rede uniram-se para transmitir, em tempo real, informações completamente diversas, nas quais uma pessoa possa encontrar o que procura, fazendo uso de qualquer suporte, onde quer que esteja. Para exemplificar, basta pensarmos nos aparelhos celulares disponíveis nas lojas. A última (e deveria ser a principal) função a receber forte apelo da propaganda é saber o que determinado aparelho faz: conexão com a internet; acesso às redes sociais, câmera fotográfica, gravador de vídeo, televisão, rádio, MP4. Comprar um aparelho cuja finalidade é falar com alguma pessoa não é mais a prioridade dos aparelhos celulares no mercado.
            Conforme Mesquita (1999, [s.p]) a convergência também pode ser entendida como interação e conexão entre, segundo o autor:
[ . . . ] a imprensa, o rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital (sob a forma de bits), onde será possível interagir com a própria informação [ . . . ]
            Para Jenkins (2008), a convergência representa em sua totalidade uma transformação cultural, “à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meios a conteúdos midiáticos dispersos”. Isso significa que há um usuário com necessidades especificas, que precisa interagir com o outro na busca de satisfazer suas necessidades informacionais de cada dia. Ao procurar por uma noticia, há a possibilidade de o usuário encontrar um vídeo, uma imagem, uma publicação em um periódico, uma entrevista no jornal, resultado das interações com outras pessoas que geram o compartilhamento de informações de forma imediata.
            A cultura da convergência deu fim ao usuário-espectador da informação e abriu portas para que ele participe deste processo, que é interagir e participar na construção da informação.  
            Disponibilizar a informação, tornar possível a comunicação entre os usuários através da junção das mídias é a proposta da convergência: a participação ativa das pessoas em um mundo cada vez mais consumista quando se trata de tecnologia. Ou, como salienta Jenkins (2008) “um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos”.
            Durante a disciplina de Informação em Mídias Digitais, muitos foram os temas cuja ideia foi fundada na convergência. Primeiro de tudo, a criação de um blog. a criação de um blog, a manutenção e a atualização do blog representaram pra mim a descoberta do novo, uma vez que eu ainda não havia criado um. As publicações representam todas as junções das tecnologias que a mídia nos oferece a cada dia, com cada vez mais facilidade e rapidez.
            Discursar sobre fotologs, microblogs, redes sociais, a história da fotografia, repositório de vídeos, dentre os tantos outros temas das atividades, é permitir que a comunicação exista e de que a informação seja compartilhada, assistida e comentada. Isso é possível através da imensa possibilidade das pessoas interagirem através desses suportes, já que a internet está ao alcance de todos a qualquer hora, em qualquer lugar.
            Em suma, estar conectado e ter acesso à informação é possível. Fazer um filtro daquilo que realmente é relevante ao usuário, é uma das atribuições do bibliotecário. Diante da gigantesca quantidade de informações, é imprescindível que a busca seja feita a atender àquilo que interessa ao usuário, utilizando os recursos e os suportes disponíveis em sua biblioteca. Os recursos midiáticos ressaltados por Jenkins anteriormente ainda não existem em um único lugar, no qual possa ser encontrado tudo o que se deseja, organizados e produzidos em uma única mídia. Dessa forma, respondendo à questão proposta pela equipe da disciplina, ainda não é possível convergir todos os elementos informacionais distribuídos nas diferentes mídias, de maneira a sistematizar a busca e a recuperação da informação de uma forma mais ágil e eficiente.
Acima de tudo, cabe ao profissional agir com bom senso para que nenhuma informação seja totalmente perdida ou má avaliada na web, que faça bom uso de suas competências (organizar, recuperar e disseminar a informação) para atender o usuário da maneira mais adequada. 

REFERÊNCIAS


FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro, 1986. 1838p.

MESQUITA, João. A Convergência dos media: do mass ao self media. 1999. Disponível em: <http://www.citi.pt/estudos_multi/joao_mesquita/index.html> Acesso em: 14 nov. 2011.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. [New York]: Aleph, Tradução: Suzana Alexandria, 2008, 31 p. Disponível em:  <http://pt.scribd.com/doc/70803815/JENKINS-Henry-Cultura-da-convergencia>. Acesso em: 14 nov. 2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Redes sociais: profissionalismo, criatividade e transparência a favor da sensatez

Que as redes sociais tomaram conta da internet, isso já não é novidade. Os brasileiros gastam em média muito mais tempo em sites de relacionamentos do que passariam com a família ou dedicadas ao estudo. Acessam nos locais de trabalho, em casa, nos aparelhos celulares. Mas, o que são redes sociais?  São redes criadas para proporcionar interação e fazer a troca de informações entre produtos, serviços e a vida pessoal das pessoas. Através de interesses mútuos, é possível encontrar o que se quer e divulgar o que se tem, compartilhar interesses e novidades.
              Amaral (200?, p. 2) comenta que
“As redes sociais emergem nos últimos anos como um padrão organizacional capaz de expressar, em seu arranjo de relações, as ideias políticas e inovadoras, nascidas do desejo deresolver problemas atuais.”
             Do mesmo modo, Silva (200? P. 3) ressalta que a a rede social é “[. . . ] uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou seus agrupamentos de interesses mútuos.” Os exemplos mais conhecidos e comuns de redes sociais, com a grande expansão da internet e dos computadores, são Facebook, Twitter, Orkut, MySpace. Como construção social, Tomael (2007) destaca que isso é decorrente da interação e da comunicação entre os participantes da rede, surgidas, de acordo com Costa (2005, apud Rheingold, 2005) quando há a necessidade de informação específica, de uma opinião especializada ou da localização de um recurso, auxiliando os membros de determinada rede a lidarem com a sobrecarga da informação.
             Num contexto semelhante, as comunidades virtuais também são criadas de acordo com grupos cujos interesses são semelhantes para satisfazer uma necessidade coletiva de informação. É interessante que os profissionais da informação reconheçam o quão são importantes as redes sociais e como estas podem auxiliar no desempenho de suas atividades. As redes sociais são ótimas aliadas, uma vez que possibilita o compartilhamento de interesses e a interação com os usuários. E mais: divulga o que vem sendo feito nos centros de informação a partir da colaboração dos usuários que participam de tais redes, proporciona a troca de saberes e disponibiliza amplamente a informação.
         
REFERÊNCIA

AMARAL, V. Redes: uma nova forma de atuar. [2006]. Disponível em: <http://www.redesedesenvolvimento.org.br/>. Acesso em: 18 nov. 2011.

COSTA, R. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005.
SILVA, R. S. da. Web 2.0: o poder do compartilhamento nas redes sociais. [s.l.]: [s.n.], [200?]. 26 transparências.

TOMAÉL, M.I. Redes sociais, conhecimento e inovação localizada. Inf., Londrina, v. 12, n. esp., 2007.

WebMuseus

Conhecer lugares, encontrar pessoas, fazer pesquisas, descobrir o que a internet oferece em diferentes sites, isso a maioria das pessoas faz. No entanto, você já sabia ou já havia escutado que é possível também conhecer os acervos dos museus através de visitas virtuais? Particularmente, eu já tinha uma pequena noção de que isso existe, embora não tivesse tido a oportunidade de saber um pouco mais sobre essa nova ferramenta de interação. O post dessa semana, além de uma pesquisa ao tema que foi proposto pela disciplina, será uma nova descoberta pra mim. Preparados?
            Para entender sobre museus, inicio com Oliveira (2007) que afirma que museu é sinônimo de coleção, de documentação e de acervo, além de conservação e exposição dos mais diferentes objetos, cuja proposta é mostrar às pessoas, feito a partir dos cuidados de um profissional qualificado, numa determinada instituição. Ou seja, o museu é o lugar no qual as pessoas vão com a intenção de apreciar determinada obra, conhecer um artista, fazer-se entender a humanidade por meio de registros feitos pelo homem (um quadro, objetos antigos). Dessa forma, as gerações obtêm informações que contribuirão no entendimento do passado, de uma época, de costumes, de estilos de vida. As memórias mantêm-se viva nesses locais e contribuem ricamente no processo de educação de uma sociedade e no entendimento de sua história.
            Evidentemente, fazemos visitas aos museus da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país. Entretanto, atualmente é possível fazer visitas aos museus mais longicuos que se pode imaginar, com poucos cliques na internet. Como? Através dos WebMuseus, de acordo com Carvalho (2008,p. 83)
[ ... ] na década de 90, multiplicaram-se sites de museus, dedicados aos mais diferentes temas, com nomes e tipologias, em diferentes continente. Muitos desses sites são espelhamento de instituições museológicas, contruidas no espaço físico.
            Quanto as visitas que realizei nos sites de WebMuseus, elenquei alguns que trago abaixo.
MARGSMuseu de Arte do Rio Grande do Sul: é bem interessante, traz as categorias para conhecimento da instituição, de projetos, do acervo. Há o tour virtual no qual é possível buscar o que se dejeja (um quadro, um desenho, entre outros) ou categorias as técnicas, como também traz a lista contendo todas as obras e seus respectivos autores.
MASPMuseu de Arte de São Paulo: traz as exposições recentes, é o museu mais importante do hemisfério sul. A busca é feita pelo autor ou pela obra, ou também pela categoria.
 MASPMuseu de Arte de São Paulo: traz as exposições recentes, é o museu mais importante do hemisfério sul. A busca é feita pelo autor ou pela obra, ou também pela categoria.
            No entanto, vale lembrar os prós e contras. A facilidade de acesso para o usuário e a possibilidade de conhecer culturas totalmente distintas das quais ele possa ter conhecimento. Como contras, posso mencionar a questão trazida por Oliveira (2007) que acredita que o museus “físicos” podem perder espaço para os virtuais, uma vez que os usuários não terão mais interesse em visitar o espaço da sua cidade/estado/país, e passar a fazer apenas visitas através dos sites de internet que trazem seus WebMuseus. Trata-se de uma situação que deve ser avaliada com carinho, uma vez que ambos os espaços lidam com a disseminação da informação, cada qual com suas vantagens (o primeiro por trazer a obra enquanto forma original e exclusiva dde uma instituição) ao passo que a outra traz a possibilidade de apresentar inúmeras outras obras, de diferentes lugares o mundo, embora com emoção consideravelmente menor que é a apreciação da obra ‘a olho nu’.
                                                                                                                       

REFERÊNCIAS


CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Museologia e Parimonio, [Rio e Janeiro], v. 1, n. 1, p.83-93, jul./dez. 2008. Disponível em <http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgp/issue/view/2/showToc. Acesso em: 23 nov. 2011.

OLIVEIRA, J. C.O museu digital: um metáfora do concreto ao digital.Comunicação e Sociedade, [S.l.], v. 12, p. 147-161, 2007. Disponível: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=186808>. Acesso em: 14 nov. 2011.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E-books: das páginas de livros às telas digitais

O e-book, ou eletronic book, é uma das tantas novas tecnologias disponíveis no mercado, resultado da crescente evolução nos meios de comunicação em mídias digitais. Trata-se, na realidade do livro eletrônico em um novo suporte informacional, no qual não é mais necessário comprar o livro em seu suporte original (com folha, capa, lombada), mas sim fazer a leitura da obra que se quer e que está em forma eletrônica. Benício e Silva (2005, p. 4) ressalta que tal termo é utilizado para nomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via conexão de internet para um computador, através de download, como também para outros aparelhos que não sejam computadores e disponibilize da mesma forma, a leitura da obra. 
Seu surgimento não é recente. O e-book teve início com a digitalização de textos que iriam para o domínio publico, em meados de 1970 e décadas mais tarde, tendo a internet se tornado mais popular que em anos anteriores, os livros tornaram-se mais acessíveis. De acordo com Pinheiro (2011, p. 3) a história dos e-books remete a Michael Hart, da Universidade de Ilinois, reponsável por disponibilizar uma biblioteca totalmente gratuita com livros digitais, cuja coleção era composta por cerca de dois mil exemplares, dentre essas, obras clássicas.
Atualmente, com a surpreendente rapidez que se desenvolvem produtos e serviços na área da computação, é possível ter acesso a qualquer documento – seja um livro, seja um texto – por meio de IPads, mp4, tablets, notebooks e Kindle.  Quem faz uso dessas ferramentas para acessar uma obra é denominado de e-readers, os leitores digitais, e já representam uma significativa mudança na forma como a disseminação da informação vem sendo feita.
Quanto às editoras, estas exigirem que os downloads de livros digitais tivesse o mesmo preço dos livros impressos. No entanto, mudanças decorrentes no cenário nacional econômico vai ao encontro do que ressalta Soares (2009): tendo os e-books um aumento representativo em suas vendas, é possível que as editoras consigam isso. Muitas sentiram-se prejudicadas com o e-book. Enquanto umas uniram forças, outras se sentem mais do que nunca ameaçadas. É preciso que elas façam a digitalização de seus catálogos e diminua o valor dos livros digitais, conforme Soares (2009).

Como futura bibliotecária, muitos foram os questionamentos em sala de aula, entre colegas e alunos, quanto ao futuro da biblioteca, com o futuro dos livros, com o futuro da profissão. É notório que essas dúvidas ainda permeiam a mente de muitos bibliotecários já atuantes no mercado de trabalho, como também as mentes de quem está entrando no curso de Biblioteconomia. Seria medo? Seria receio? Medo do novo? Receio de perder usuários? Independente da resposta é essencialmente importante que estejamos preparados para lidar com mais essa preciosa fonte de informação, preparados para lidar com essa realidade, rever conceitos e extinguir de vez antigos paradigmas. Nesse contexto, Benício e Silva (2006, p. 10) ressalta que

[…] o papel do bibliotecário de SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, uma vez que será o intérprete dos meios e das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando, pesquisando a informação desejada através dos novos recursos tecnológicos e tornando-se o elo entre informaçã-usuário-tecnologia.


Isso significa que os e-books chegaram como mais uma ferramenta que ajudará o usuário e que contribuirá para a atuação do bibliotecário. O e-book não é cansativo (os aparelhos tem a tela em LCD), é ecológico (diminui o gasto de papel com a impressão do livro tradicional), é portátil (pode-se levar no bolso um livro que tenha mil páginas, o que seria pesado em seu formato original), além de que é possível fazer anotações (e não irá prejudicar as folhas, já que não existem).


REFERÊNCIAS


BENÍCIO, C.; Silva, A. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica. Biblionline, Paraíba, v.1, n.2, 2005.

PINHEIRO, C. História do e-book. IN: Congresso Brasileiro de Leitura Digital, Porto Alegre, 2011. 25 transparências.

SOARES, C. Novas escritas para a história dos e-book. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 2009. 

E-books: das páginas de livros às telas digitais

O e-book, ou eletronic book, é uma das tantas novas tecnologias disponíveis no mercado, resultado da crescente evolução nos meios de comunicação em mídias digitais. Trata-se, na realidade do livro eletrônico em um novo suporte informacional, no qual não é mais necessário comprar o livro em seu suporte original (com folha, capa, lombada), mas sim fazer a leitura da obra que se quer e que está em forma eletrônica. Benício e Silva (2005, p. 4) ressalta que tal termo é utilizado para nomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via conexão de internet para um computador, através de download, como também para outros aparelhos que não sejam computadores e disponibilize da mesma forma, a leitura da obra. 
Seu surgimento não é recente. O e-book teve início com a digitalização de textos que iriam para o domínio publico, em meados de 1970 e décadas mais tarde, tendo a internet se tornado mais popular que em anos anteriores, os livros tornaram-se mais acessíveis. De acordo com Pinheiro (2011, p. 3) a história dos e-books remete a Michael Hart, da Universidade de Ilinois, reponsável por disponibilizar uma biblioteca totalmente gratuita com livros digitais, cuja coleção era composta por cerca de dois mil exemplares, dentre essas, obras clássicas.
Atualmente, com a surpreendente rapidez que se desenvolvem produtos e serviços na área da computação, é possível ter acesso a qualquer documento – seja um livro, seja um texto – por meio de IPads, mp4, tablets, notebooks e Kindle.  Quem faz uso dessas ferramentas para acessar uma obra é denominado de e-readers, os leitores digitais, e já representam uma significativa mudança na forma como a disseminação da informação vem sendo feita.
Quanto às editoras, estas exigirem que os downloads de livros digitais tivesse o mesmo preço dos livros impressos. No entanto, mudanças decorrentes no cenário nacional econômico vai ao encontro do que ressalta Soares (2009): tendo os e-books um aumento representativo em suas vendas, é possível que as editoras consigam isso. Muitas sentiram-se prejudicadas com o e-book. Enquanto umas uniram forças, outras se sentem mais do que nunca ameaçadas. É preciso que elas façam a digitalização de seus catálogos e diminua o valor dos livros digitais, conforme Soares (2009).

Como futura bibliotecária, muitos foram os questionamentos em sala de aula, entre colegas e alunos, quanto ao futuro da biblioteca, com o futuro dos livros, com o futuro da profissão. É notório que essas dúvidas ainda permeiam a mente de muitos bibliotecários já atuantes no mercado de trabalho, como também as mentes de quem está entrando no curso de Biblioteconomia. Seria medo? Seria receio? Medo do novo? Receio de perder usuários? Independente da resposta é essencialmente importante que estejamos preparados para lidar com mais essa preciosa fonte de informação, preparados para lidar com essa realidade, rever conceitos e extinguir de vez antigos paradigmas. Nesse contexto, Benício e Silva (2006, p. 10) ressalta que

[…] o papel do bibliotecário de SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, uma vez que será o intérprete dos meios e das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando, pesquisando a informação desejada através dos novos recursos tecnológicos e tornando-se o elo entre informaçã-usuário-tecnologia.


Isso significa que os e-books chegaram como mais uma ferramenta que ajudará o usuário e que contribuirá para a atuação do bibliotecário. O e-book não é cansativo (os aparelhos tem a tela em LCD), é ecológico (diminui o gasto de papel com a impressão do livro tradicional), é portátil (pode-se levar no bolso um livro que tenha mil páginas, o que seria pesado em seu formato original), além de que é possível fazer anotações (e não irá prejudicar as folhas, já que não existem).


REFERÊNCIAS


BENÍCIO, C.; Silva, A. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica. Biblionline, Paraíba, v.1, n.2, 2005.

PINHEIRO, C. História do e-book. IN: Congresso Brasileiro de Leitura Digital, Porto Alegre, 2011. 25 transparências.

SOARES, C. Novas escritas para a história dos e-book. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 2009. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jornais Eletrônicos


                A crescente revolução das máquinas e aparelhos, aliadas as constantes transformações que surgem a cada dia em maior quantidade e velocidade, fez com que o mundo – e as pessoas, fossem adaptando suas vidas com os novos recursos oferecidos. Não ouvimos mais LPs, não instalamos mais as extintas antenas “parabólicas” e consequentemente, há quem não faça mais assinatura de jornal. O que terá acontecido? Isso é simples. Tudo é tão mais cômodo e simples nos dias de hoje, tão tecnológico que o que for possível para nos deixar mais confortáveis e seguros frente às mudanças, acabaremos por aderir. Como isso aconteceu? Simples. Os LPs foram substituídos por CDs. Antenas parabólicas foram substituídas pela tevê com transmissão digital. E os jornais impressos estão dando espaço, cada vez mais, para os Jornais Digitais, acessíveis na web.  
                Para estar informado, para ter acesso a qualquer informação que esteja acontecendo, a nível regional ou internacional, não é mais preciso ir até a banca de jornal. A internet     trouxe os jornais em formato digital com as mesmas notícias e vantagens que as existentes em papel. Nme sempre isso foi assim. No início, era disponibilizado unicamente o conteúdo de um jornal impresso. Evidentemente, com informações instantâneas, repletas de hipertextos, o jornal digital é para muitos, a opção mais adequada para quem deseja ler, acompanhar as notícias e saber o que há de novo acontecendo. Há, inclusive, os jornais que sequer conheceram o formato impresso, uma vez que seu surgimento deu-se exclusivamente em meio eletrônico. Ecologicamente falando, uma boa alternativa. Como novo meio de informação, traz atualização constante de notícias que acontecem instantaneamente, além de realizar buscas por edições já publicadas. A definição do que é o jornal – ou jornalismo – digital, para Rozados ([20--?]) é que “Jornalismo Online, ciberjornalismo eletrônico ou jornalismo digital é o jornalismo praticado no novo meio comunicacional da internet e de meios digitais, como CD-ROM”.
                De acordo com o estudo de Mielniczuk (2001), são três as fases do jornalismo eletrônico. Na primeira, não se passava da transposição de algumas matérias atualizadas a cada 24 horas. Na segunda era uma cópia online do conteúdo impresso que adicionadas aos links de outras notícias entre duas edições impressas. Na terceira é o surgimento dos jornais exclusivamente destinados para a web.
                Aqui no Brasil, foi o jornal “O Estado de São Paulo” o pioneiro a trazer a versão impressa para a digital no ano de 1995. Quadros (2002, p. 2) salienta que “entre 1995 e 1996 houve um grande número de lançamentos de versões digitais de jornais impressos”. A partir de então, outros jornais aderiram e tantos outros surgiram em formato digital.
 De acordo com Mielniczuk (2001, p. 5) a autora comenta que um “primeiro aspecto, muito importante a ser considerado, é que o meio referido opera online e a noção de tempo e de espaço são diferentes das utilizadas para o jornal impresso, para a televisão e para o rádio. Na web, os produtos jornalísticos podem ser atualizados constantemente e o espaço que a informação ocupa não é problema, pois os custos não são muito elevados em termos comparativos com outros meios.”
                Tantas vantagens fez com que muitos jornalistas e pessoas da área ficarem com receio quanto ao fim do jornal em formato impresso, o que não intimidou o sociólogo e consultor da revista Newspaper Association of America, Leo Bogart. O sociólogo enumera as razões que afirmam que isso não vai acontecer, para conforto de muitos.
                Como futura bibliotecária, ressalto a importância que esse meio informacional tem dentro da biblioteca, bem como há em outros centros de informação, como museus e arquivos. Para o tratamento e recuperação da informação, é imprescindível que o profissional tenha acesso ao que a internet oferece. Se há assinatura de jornal impresso biblioteca, por exemplo, por que não fazer a consulta ao mesmo jornal em formato eletrônico? Isso gera diversidade na pesquisa dos usuários que poderá contar, além do jornal impresso, outras inúmeras fontes de jornais digitais acessíveis a qualquer pessoa. Estar atento às transformações e procurar sempre estar informado quanto a esses novos meios de informação é essencial para o bom desempenho de seu papel: disponibilizar a informação para qualquer pessoa.

Abaixo, a relação de jornais eletrônicos que acesso, particularmente, de acordo com meus interesses pessoais:

Zero Hora: zerohora.clicrbs.com.br

Diário Catarinense: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=capa_online

Diário de Canoas: http://www.diariodecanoas.com.br/



REFERÊNCIAS

MIELNICZUC, Luciana. Caracteristicas e implicações do jornalismo na web. Disponível em: http://comunicaufma.webs.com/mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acesso em: 25 out. 2011.

QUADROS, C. I. de. Uma breve visão histórica do jornalismo on-line. In:XXV Congresso Anual em Ciências da Comunicação, set. 2002. Salvador, BA. Anais… Salvador: [s.n], 2002, p.1-17.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Repositórios de Vídeos: estante de ideias, de conceitos, de imagens

                Repositório é o lugar no qual é guardada ou armazenada algo que possa ser de interesse para alguém. É ainda conhecido, muitas vezes, como a soma de conhecimentos, coleção. Antes que você imagine o repositório como uma espécie de armário ou caixa, pretendo trazer aqui entendimentos e definições diferentes sobre repositórios voltados para a Biblioteconomia e informação. Primeiramente, vale lembrar da grande variedade de materiais, de comunidades e objetivos de cada repositório para que o funcionamento do mesmo não se perca ao cobrir determinado assunto. Para a Digital Repositories JISC Briefing Paper (2011, online) “um supositório suporta diversos mecanismos de importação, exportação, identificação, armazenamento e recuperação de recursos digitais”.
                Os repositórios institucionais são entendidos como o conjunto de serviços que uma universidade oferece aos membros da sua comunidade para gerir e disseminar todos os materiais produzidos pelo corpo discente e docente da mesma.  Trata-se de um meio para armazenar, divulgar e preservar a produção intelectual de determinada instituição, cujas informações podem ser compartilhadas através de repositórios digitais, na web, incorporadas às TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Para Leite (2009, online) “Os repositórios podem pertecer a universidades, laboratórios ou institutos de pesquisa (repositórios institucionais), ou podem ser organizadas por área do conhecimento (repositórios temáticos).
                O surgimento e a implementação de repositórios institucionais são ferramentas que se fazem presentes em nosso meio de acordo com duas frentes, conforme ressalta Ferreira (2007, p.80):
“[…] a) aquelas que possibilitam a implementação de repositórios que se constituem em espaços de armazenamento, recuperação e recuperação e preservação da memória técnica produzida em uma dada área ou instituição; b) aquelas voltadas à implementação de repositórios cujo propósito seria a criação de espaços para a construção/reconstrução e compartilhamento do conhecimento visando otimizar a prática e o processo de pesquisa em determinada área”.
               
                Seguindo a perspectiva do repositório como um sistema integrado de armazenamento da informação, podemos abordar os repositórios de vídeos. A assertiva de Rozados ([20--?]) é a de que os repositórios de vídeos “são sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação da informação multimídia – vídeos.” Os vídeos de repositórios acadêmicos são fontes riquíssimas para serem usadas enquanto instrumento para acrescentar na educação de crianças, jovens e adultos, cujo foco essencial é a aprendizagem dos alunos. De acordo com Moran (1995) o vídeo explora o visualizar e o ver, cada qual com seu respectivo entendimento. Repositórios de vídeos acadêmicos podem contribuir grandemente com a pesquisa realizada pelo aluno, além de também contribuir para os professores em constante processo de ensino/aprendizagem. Desde 2006 o YouTube tornou-se o repositório de vídeo mais conhecido mundialmente, seguido do Google Vídeos.
                Abaixo, conforme solicitação da disciplina de Informação em Mídias Digitais, destaco três repositórios de vídeos disponíveis na web, como foi fundado, como funciona e alguma peculiaridade apresentada nos referidos repositórios.
ü  Zappiens: http://zappiens.pt/
O Zappiens é, de acordo com a definição que há em seu site na Internet, “ um site de agregação e visualização de conteúdos multimédia educativos, científicos, culturais ou artísticos […]. Foi lançado em 2008 e visa atender a comunidade escolar, o principal público-alvo, para encorajar a criação, publicação e visualização de novos recursos para a comunidade em questão. É dividido em cinco áreas temáticas, os trabalhos são avaliados por uma comissão de análise para então ser disponibilizado no site, que irá publicar ou rejeitar determinado trabalho. É possível fazer um registro para receber login e senha ou realizar a busca através do Zappesquisa, uma caixa no qual digitamos o assunto que procuramos.
ü  Academic Earth: http://academicearth.org
O Academic Earth foi criado em 2009 para oferecer gratuitamente palestras de vídeo online de universidades renomadas, tais como a Universidade de Michigan, www.umich.edu/, Harvard, www.harvad.edu/ e Princeton, www.princeton.edu. De fácil manuesio e acesso, reúne vídeos de cunho acadêmico linkados por assuntos e cursos mais acessados pelos visitantes.
ü  YouTube: www.youtube.com
Talvez o mais conhecido website de internet, devido o seu acesso rápido, prático e vastamente conhecido, que reúne vídeos dos mais variados, tanto educativos, como palestras e vídeoaulas, tanto para as diferentes áreas cujos assuntos são elencados. Foi apresentado também no ano de 2009.

Vídeo e Informação


Não importa se você é amador ou profissional, se tem uma máquina/câmara/filmadora com características, técnicas ou qualidades específicas: a maioria das pessoas vai, em algum determinado momento de sua vida, ser filmado ou filmar algo que é de seu interesse. Tal vídeo ficará para recordar, divulgar um produto, expor uma opinião, expressar um dom. Tudo pode parar nas redes sociais para serem assistidas por nossos amigos, familiares, pessoas desconhecidas. Com a grande disseminação dos vídeos via internet, com canais exclusivamente feitos para esse fim, o vídeo acabou por se tornar um precioso suporte informacional, o que o torna uma ferramenta atraente e acessível.
Evidentemente, as imagens de vídeo exibidas atualmente, nem sempre tiveram imagem e sonoridade tão nítidas. A história dos vídeos teve início com os extintos VHS (Video Home System) cujo estrondoso sucesso só chegou ao fim com a chegada do DVD (Digital Versatile Disk), que também está perdendo espaço para os vídeos digitais que ficam, por tempo indeterminado, disponíveis na web para serem acessados.
Como meio ou ferramenta de ensino/aprendizagem, o vídeo é um recurso educativo e dinâmico, de acordo com Moran (2005, p.2) “a linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica”. Moran (2005, p.2) ainda afirma que o vídeo “[…] parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e ‘tocamos’ os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente […]”. Tratando o vídeo numa proposta didática ao corpo docente, Dallacosta (2004, p.2) salienta que “[…] as aprendizagens são efetivamente constituídas de forma agradável e contextualizada, o uso de vídeo neste caso passa a ter um papel muito importante. Além de mais uma fonte de pesquisa a ser utilizada pelos alunos, o vídeo mostra-se também parte da realidade destes e assim lhes é agradável e significativo” e também afirma (2004, p. 2) que “a utilização de vídeos na educação facilita a aproximação entre a realidade escolar e os interesses dos alunos. Vivemos um tempo em que as imagens assumem um papel de lazer com o qual a escola não pode competir […].”
Não posso deixar de ressaltar nesse post que, além de ferramenta frequente nas escolas, cursos e universidades cujas aulas são presenciais, que as referidas ferramentas podem também ser a chave para a troca de conhecimentos e de experiências através de cursos à distância, chats, videoconferências. Cada pessoa ou aluno, interpreta a imagem e o som a sua maneira e a quantidade de materiais disponibilizados na web surpreende ainda até o ser humano mais “conectado” que exista: há vídeos educativos que ensinam a cozinhar, dançar, como também os que servem de base teórica para os estudos, embora hajam vídeos cujo conteúdo é baixo, fútil e mesmo desnecessário. No entanto, o vídeo vai ao encontro das necessidades de cada um, seja lazer ou trabalho, e cada pessoa encontrará exatamente o que procura, atendendo suas preferências. Como no mundo há de tudo e para tudo, basta lembrar do antigo ditado: “Cada louco com a sua mania” (…).

REFERÊNCIAS

DALLACOSTA, A. et al. O vídeo digital e a educação. XV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação - SBIE - UFAM - 2004.
MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, p.27-35,1995.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Banco de Imagens: instrumento de disseminação da informação


      Antes de abordar o tema sugerido para essa semana, gostaria de salientar que precisei buscar muito na net para poder escrever aqui. Seria um absurdo escrever um post sobre um assunto do qual sequer tenho conhecimento. Por isso, vou tentar aqui expor o que encontrei sobre os Bancos de Imagens. Na postagem anterior, eu já havia comentado que as fotografias já fazem parte das nossas devido à facilidade de recursos para se tirar uma foto, com tantas tecnologias a nosso favor. Fotos e imagens são fontes de informação riquíssimas, uma vez que disseminam a informação sem a necessidade de qualquer palavra. 

      Os locais cuja função é armazenar fotografias e imagens para disponibilizá-las via internet é chamado de Banco de Imagens. Rozados (200--?, p.2) afirma que são sitemas de captura, tratamento, organização e recuperação de imagens digitais que podem ter diversos usos e que servem tanto para preservar a memória, oferecem informação textual e não textual, são potenciais canais de pesquisa e podem ser utilizados nas áreas de design e propaganda, por exemplo. 
      Os Bancos de Imagens contém fotografias de pessoas, animais, lugares, entre inúmeras outras situações nas quais pode-se fazer a busca que vá atender as necessidades específicas de cada pessoa. No entanto, tais imagens podem ser totalmente gratuitas para o usuário, ou ter um certo preço para poder fazer o donwload. Castaño (2001, p.4-5): afirma que “[…] se cria uma divisão de imagens sujeitas a direitos (“rights protected”) e aqueles livres dos mesmos (“royalty free”) […]. 
      Dessa forma, há sites no qual se pode fazer uma busca totalmente gratuita como também pagar pelas imagens desejadas. Os Bancos de Imagens pagos normalmente tem inúmeras imagens que já estão no formato, forma e posição desejadas para serem utilizados e são cobrados por imagem ou assinatura mensal, Reis (2011, on line). Muitas imagens vem acompanhada de títulos, legendas ou de algum outro tipo de interpretação (RODRIGUES, 2007, p. 72). 
Ao realizarmos o pagamento da imagem desejada em algum desses sites, os direitos autorais são liberados e as marcas (geralmente marcas d’água com o logotipo do site) saem da imagem e a figura é disponibilizada sem transtornos. As buscas são feitas no site através de um sistema de recuperação que pode ser por termos, palavras-chave e mesmo por folksonomias. 
      E por falar em Direito Autoral, que é a menção do nome do autor de determinado trabalho (uma foto, um livro, uma frase), dando-lhes posse sobre a sua obra, pensei em escrever sobre o Copyright, o direito de uso/cópia/reprodução exclusivo do seu autor, que pode ou não ser concedido. A Lei do Direito Autoral, para fins de esclarecimento, é a de número 9.610/98 e está disponível em http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=148431. Para Castaño (2001), as imagens livres de direitos, uma vez adquiridas, podem ser utilizadas e modificadas para qualquer tipo de uso, como por exemplo, comercial, desde que dentro dos limites estabelecidos pela legislação, já em geral não há garantia de uso exclusivo dessas imagens. 
      Feita a minha pesquisa sobre o tema proposto, já posso dizer que agora sei o que são os Bancos de Imagens, sua finalidade e importância. São instrumentos que facilitam a democratização e disseminação da informação, que pode ser usado por diferentes pessoas, para diferentes fins. 

REFERÊNCIAS


MARÚ, Carolina Vigna. Indo além do Banco de Imagens. WIDE a revista dos profissionais de internet, v. 86, abr. 2009. 

MUÑOZ CASTAÑO, J. E. Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes. El profesional de la información, Barcelona, v. 10, n. 3, p. 4-18, mar. 2001. Disponível em: <http://www.elprofesionaldelainformacion.com/contenidos/2001/marzo/1.pdf>. Acesso em: 19 set. 2011.

REIS, L. Top 10 Lista de Banco de Imagens Grátis. Blog Mistures, 2011. Disponível em: <http://mistures.com/top-10-lista-de-banco-de-imagens-gratis>. Acesso em: 10 out. 2011.

RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica. Ci. Inf., Brasília, v. 36, n. 3, p. 67-76, set./dez. 2007. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1006/737>. Acesso em: 10 out. 2011. 

ROZADOS, H.B.F. Bancos de imagens digitais. Porto Alegre: FABICO/UFRGS. [200--?]. 18 transparências.


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fotografias, o registro da história sem texto escrito




      Atualmente, tirar uma fotografia é quase, grosso modo, uma banalidade. Seja através da câmera do telefone celular, seja através da câmera digital que tornou-se para muitos, um bem essencial. Fotos em redes sociais, fotos tiradas PARA as redes sociais, fotos para serem baixadas e não mais reveladas, como há algumas décadas atrás. No entanto, a tecnologia que hoje faz parte da nossa realidade, nem sempre foi assim. O curioso, lendo o texto trazido pela professora Lizete Dias de Oliveira semestre passado, foi a seguinte frase:

“Querer fixar efêmeras imagens de espelho não é somente uma impossibilidade […] mas um projeto sacrílego. O homem foi feito à semelhança de Deus, e a imagem de Deus não pode ser fixada por nenhum mecanismo humano. No máximo o próprio artista divino, movido por uma inspiração celeste, poderia atrever-se a reproduzir esses traços ao mesmo tempo divinos e humanos, num momento de suprema solenidade, obedecendo às diretrizes superiores do seu gênio, e sem qualquer artifício mecânico”. (Benjamim, 1987, p.92)

             Indubitavelmente, a imagem é imensamente importante no que se refere ao registro da humanidade. Sem a imagem, muitos dos acontecimentos que marcaram época estariam perdidos e sequer seriam resgatados, por não ter essa fonte de informação tão importante em nossa sociedade. A imagem, através da fotografia, é uma forma de preservar o passado, estudar as tradições, a evolução de produtos, serviços, etc.
 Logicamente, tanto a história da fotografia quanto o processo fotográfico passaram por diversas mudanças desde o seu surgimento. Diferente da fotografia que conhecemos hoje, a primeira fotografia data de 1826, produzida pelo francês Joseph Nicéphore, precisou de exposição à luz solar por oito horas. Franceses e britânicos deram início a uma crescente transformação tecnológica: filme fotográfico, foto preta e branca, filme colorido, foco automático, melhor captação da imagem, melhor qualidade de reprodução até chegar às câmeras digitais de hoje.
            Retratar a realidade é o objetivo principal da fotografia, desde o seu surgimento. Tudo pode ser fotografado. Isso serve para o registro da história da humanidade, bem como da nossa própria história. Os centros de informação, as bibliotecas, os arquivos e os museus guardam fotografias de valor inestimável, uma vez que retrata épocas, acontecimentos, a evolução de processos e que servem como fonte de pesquisa para estudantes, historiadores e pessoas interessadas. É a memória coletiva ao alcance de qualquer cidadão e disponibilizada a todos. No entanto, Silva (20--?], atenta para o perfil do profissional da informação, no que se refere ao tratamento e cuidado com documentos fotográficos, quando afirma que é necessário atentar-se a interpretação da própria fotografia e fazer, assim, o correto uso desta como fonte de informação:

[…] em se tratando do trabalho com documentos fotográficos, é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens , buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não textual […] (SILVA, 20--, p. 5)

 É preciso, no entanto, que os profissionais saibam como armazenar esse tipo de suporte, como recuperá-la e divulgá-la, para que o passado não fique esquecido e que, no presente, as pessoas possam consultar essas fontes de informação.


REFERÊNCIAS

 BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas – Magia e Técnica, Arte Política. SP: Editora Brasiliense, 1987.

SILVA, R. C. da O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [s.l.], [20--?]. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como usar o Twitter?

Esse vídeo poderá auxiliar aqueles que ainda tem dúvidas quanto ao Twitter, o que é, para que o Twitter serve e como essa ferramenta funciona.

Abraços,
Vivi.

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Microblogs



A proposta dessa semana é discursar sobre os microblogs. Numa versão ampla, os microblogs são as ferramentas de compartilhamento de mensagens, tal como os blogs. Os microblogs permitem que qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, com acesso à internet, faça as suas atualizações de textos, com a quantidade máxima de 200 caracteres. Essas atualizações serão vistas por qualquer pessoa, ou para um as pessoas que o dono do microblog permita ver.  Os microblogs podem ser postados pelo usuário e vistos por outros usuários através de smartphones, tablets e demais aplicativos de internet.
O microblog mais popular é o Twitter, lançado em 2006 pelo americano Jack Dorsey. O Twitter permite atualizações mais curtas, com apenas 140 caracteres, a partir de uma multiplicidade de suportes diferentes. Cardozo (2009) afirma que o Twitter pode ser atualizado pela página da web ou ainda pelo telefone celular, através de SMS (short message service) ou de internet móvel.
De acordo com Santos (2010) trata-se de uma ferramenta que é uma evolução dos blogs, cuja finalidade é aproximar as pessoas cada vez mais, através das tecnologias disponíveis em Smartphones. Nesse mesmo sentido o Twitter conecta as pessoas através da comunicação e dos interesses em comum. São chamadas de seguidores – ou followers – as pessoas que tem as mesmas ligações. Assim, quando uma pessoa segue outra, esta pessoa receberá em sua página no Twitter todos os posts de quem está sendo seguido.
Como fonte de informação na Internet, é possível afirmar que o Twitter transformou-se em uma das principais ferramentas, devido ao seu caráter objetivo e instantâneo. Mais do que apenas falar sobre a vida pessoal de anônimos e famosos, o Twitter traz informações relacionadas a esporte, cultura, educação, religião, assuntos de abrangência regional, nacional e internacional que despertem o interesse nos usuários. Cada post pode ser resgatados por qualquer usuário através de um campo de busca que traz as postagens anteriores referentes ao assunto que procura. Os assuntos mais mencionados no momento aparecem no trending topics.
Atualmente, fazer de conta que essas ferramentas, como os blogs e o Twitter não existem, é alienar-se do mundo. Em se tratando de unidades de informação, tais como Arquivos, Bibliotecas e Museus, é perder usuários e não incentivá-los na inclusão e acesso à informação. Divulgar serviços, eventos, horários de funcionamento, entre outros é imprescindível. Segundo Cardozo (2009, p.33) é que "as empresas que já estão se organizando para monitorar o conteúdo publicado na rede percebem que podem atender ao cliente de forma mais direta e evitar, inclusive, a propagação de notícias falaciosas sobre produtos ou serviços. Por se tratar de mecanismos de criação de conteúdo pessoal, os usuários se sentem mais livres para comentar honestamente suas percepções."
Trago abaixo uma pequena relação das instituições que usam o Twitter como ferramenta de disseminação e fonte da informação, bem como uma maneira de ajudar os usuários no que se refere as suas dúvidas informacionais:

 - Biblioteca da Fabico/UFRGS (@bibfbc
 - Biblioteca Pública do Estado/RS (@bibliotecars
 - Fundação Biblioteca Nacional (@FBN)
 - Museu da UFRGS (@museudaufrgs)

REFERÊNCIAS
CARDOZO, M. L. Twitter: microblog e rede social. caderno.com: Caderno de Pesquisa em Comunicação e Inovação. São Caetano do Sul, v. 4, n. 2, p. 24-38, 2009.


SANTOS, F. B. H. dos. O twitter como ferramenta de marketing em bibliotecas nacionais ibero-americanas. 2010. 122 f. Trabalho de conclusão de curso. (Graduação) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufrgs.br/da.php?nrb=000766877&loc=2011&l=b94a9b0a4bc12386>. Acesso em: 28 ago. 2011.


SOUSA, P. J. et al. A blogosfera: perspectivas e desafios no campo da Ciência da Informação. Cadernos BAD: Associação portuguesa de bibliotecários, arquivistas e documentalistas, Lisboa, v. 1, n. 1, p. 87-106, 2007.

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