Atualmente, tirar uma fotografia é quase, grosso modo, uma banalidade. Seja através da câmera do telefone celular, seja através da câmera digital que tornou-se para muitos, um bem essencial. Fotos em redes sociais, fotos tiradas PARA as redes sociais, fotos para serem baixadas e não mais reveladas, como há algumas décadas atrás. No entanto, a tecnologia que hoje faz parte da nossa realidade, nem sempre foi assim. O curioso, lendo o texto trazido pela professora Lizete Dias de Oliveira semestre passado, foi a seguinte frase:
“Querer fixar efêmeras imagens de espelho não é somente uma impossibilidade […] mas um projeto sacrílego. O homem foi feito à semelhança de Deus, e a imagem de Deus não pode ser fixada por nenhum mecanismo humano. No máximo o próprio artista divino, movido por uma inspiração celeste, poderia atrever-se a reproduzir esses traços ao mesmo tempo divinos e humanos, num momento de suprema solenidade, obedecendo às diretrizes superiores do seu gênio, e sem qualquer artifício mecânico”. (Benjamim, 1987, p.92)
Indubitavelmente, a imagem é imensamente importante no que se refere ao registro da humanidade. Sem a imagem, muitos dos acontecimentos que marcaram época estariam perdidos e sequer seriam resgatados, por não ter essa fonte de informação tão importante em nossa sociedade. A imagem, através da fotografia, é uma forma de preservar o passado, estudar as tradições, a evolução de produtos, serviços, etc.
Logicamente, tanto a história da fotografia quanto o processo fotográfico passaram por diversas mudanças desde o seu surgimento. Diferente da fotografia que conhecemos hoje, a primeira fotografia data de 1826, produzida pelo francês Joseph Nicéphore, precisou de exposição à luz solar por oito horas. Franceses e britânicos deram início a uma crescente transformação tecnológica: filme fotográfico, foto preta e branca, filme colorido, foco automático, melhor captação da imagem, melhor qualidade de reprodução até chegar às câmeras digitais de hoje.
Retratar a realidade é o objetivo principal da fotografia, desde o seu surgimento. Tudo pode ser fotografado. Isso serve para o registro da história da humanidade, bem como da nossa própria história. Os centros de informação, as bibliotecas, os arquivos e os museus guardam fotografias de valor inestimável, uma vez que retrata épocas, acontecimentos, a evolução de processos e que servem como fonte de pesquisa para estudantes, historiadores e pessoas interessadas. É a memória coletiva ao alcance de qualquer cidadão e disponibilizada a todos. No entanto, Silva (20--?], atenta para o perfil do profissional da informação, no que se refere ao tratamento e cuidado com documentos fotográficos, quando afirma que é necessário atentar-se a interpretação da própria fotografia e fazer, assim, o correto uso desta como fonte de informação:
[…] em se tratando do trabalho com documentos fotográficos, é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens , buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não textual […] (SILVA, 20--, p. 5)
É preciso, no entanto, que os profissionais saibam como armazenar esse tipo de suporte, como recuperá-la e divulgá-la, para que o passado não fique esquecido e que, no presente, as pessoas possam consultar essas fontes de informação.
REFERÊNCIAS
SILVA, R. C. da O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [s.l.], [20--?].

Nenhum comentário:
Postar um comentário