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Olá! Me chamo Viviane e este é o primeiro blog que crio. Graduanda em Biblioteconomia, catarinense, libriana, apaixonada por livros, filmes, gatos e crianças.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jornais Eletrônicos


                A crescente revolução das máquinas e aparelhos, aliadas as constantes transformações que surgem a cada dia em maior quantidade e velocidade, fez com que o mundo – e as pessoas, fossem adaptando suas vidas com os novos recursos oferecidos. Não ouvimos mais LPs, não instalamos mais as extintas antenas “parabólicas” e consequentemente, há quem não faça mais assinatura de jornal. O que terá acontecido? Isso é simples. Tudo é tão mais cômodo e simples nos dias de hoje, tão tecnológico que o que for possível para nos deixar mais confortáveis e seguros frente às mudanças, acabaremos por aderir. Como isso aconteceu? Simples. Os LPs foram substituídos por CDs. Antenas parabólicas foram substituídas pela tevê com transmissão digital. E os jornais impressos estão dando espaço, cada vez mais, para os Jornais Digitais, acessíveis na web.  
                Para estar informado, para ter acesso a qualquer informação que esteja acontecendo, a nível regional ou internacional, não é mais preciso ir até a banca de jornal. A internet     trouxe os jornais em formato digital com as mesmas notícias e vantagens que as existentes em papel. Nme sempre isso foi assim. No início, era disponibilizado unicamente o conteúdo de um jornal impresso. Evidentemente, com informações instantâneas, repletas de hipertextos, o jornal digital é para muitos, a opção mais adequada para quem deseja ler, acompanhar as notícias e saber o que há de novo acontecendo. Há, inclusive, os jornais que sequer conheceram o formato impresso, uma vez que seu surgimento deu-se exclusivamente em meio eletrônico. Ecologicamente falando, uma boa alternativa. Como novo meio de informação, traz atualização constante de notícias que acontecem instantaneamente, além de realizar buscas por edições já publicadas. A definição do que é o jornal – ou jornalismo – digital, para Rozados ([20--?]) é que “Jornalismo Online, ciberjornalismo eletrônico ou jornalismo digital é o jornalismo praticado no novo meio comunicacional da internet e de meios digitais, como CD-ROM”.
                De acordo com o estudo de Mielniczuk (2001), são três as fases do jornalismo eletrônico. Na primeira, não se passava da transposição de algumas matérias atualizadas a cada 24 horas. Na segunda era uma cópia online do conteúdo impresso que adicionadas aos links de outras notícias entre duas edições impressas. Na terceira é o surgimento dos jornais exclusivamente destinados para a web.
                Aqui no Brasil, foi o jornal “O Estado de São Paulo” o pioneiro a trazer a versão impressa para a digital no ano de 1995. Quadros (2002, p. 2) salienta que “entre 1995 e 1996 houve um grande número de lançamentos de versões digitais de jornais impressos”. A partir de então, outros jornais aderiram e tantos outros surgiram em formato digital.
 De acordo com Mielniczuk (2001, p. 5) a autora comenta que um “primeiro aspecto, muito importante a ser considerado, é que o meio referido opera online e a noção de tempo e de espaço são diferentes das utilizadas para o jornal impresso, para a televisão e para o rádio. Na web, os produtos jornalísticos podem ser atualizados constantemente e o espaço que a informação ocupa não é problema, pois os custos não são muito elevados em termos comparativos com outros meios.”
                Tantas vantagens fez com que muitos jornalistas e pessoas da área ficarem com receio quanto ao fim do jornal em formato impresso, o que não intimidou o sociólogo e consultor da revista Newspaper Association of America, Leo Bogart. O sociólogo enumera as razões que afirmam que isso não vai acontecer, para conforto de muitos.
                Como futura bibliotecária, ressalto a importância que esse meio informacional tem dentro da biblioteca, bem como há em outros centros de informação, como museus e arquivos. Para o tratamento e recuperação da informação, é imprescindível que o profissional tenha acesso ao que a internet oferece. Se há assinatura de jornal impresso biblioteca, por exemplo, por que não fazer a consulta ao mesmo jornal em formato eletrônico? Isso gera diversidade na pesquisa dos usuários que poderá contar, além do jornal impresso, outras inúmeras fontes de jornais digitais acessíveis a qualquer pessoa. Estar atento às transformações e procurar sempre estar informado quanto a esses novos meios de informação é essencial para o bom desempenho de seu papel: disponibilizar a informação para qualquer pessoa.

Abaixo, a relação de jornais eletrônicos que acesso, particularmente, de acordo com meus interesses pessoais:

Zero Hora: zerohora.clicrbs.com.br

Diário Catarinense: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=capa_online

Diário de Canoas: http://www.diariodecanoas.com.br/



REFERÊNCIAS

MIELNICZUC, Luciana. Caracteristicas e implicações do jornalismo na web. Disponível em: http://comunicaufma.webs.com/mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf. Acesso em: 25 out. 2011.

QUADROS, C. I. de. Uma breve visão histórica do jornalismo on-line. In:XXV Congresso Anual em Ciências da Comunicação, set. 2002. Salvador, BA. Anais… Salvador: [s.n], 2002, p.1-17.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Repositórios de Vídeos: estante de ideias, de conceitos, de imagens

                Repositório é o lugar no qual é guardada ou armazenada algo que possa ser de interesse para alguém. É ainda conhecido, muitas vezes, como a soma de conhecimentos, coleção. Antes que você imagine o repositório como uma espécie de armário ou caixa, pretendo trazer aqui entendimentos e definições diferentes sobre repositórios voltados para a Biblioteconomia e informação. Primeiramente, vale lembrar da grande variedade de materiais, de comunidades e objetivos de cada repositório para que o funcionamento do mesmo não se perca ao cobrir determinado assunto. Para a Digital Repositories JISC Briefing Paper (2011, online) “um supositório suporta diversos mecanismos de importação, exportação, identificação, armazenamento e recuperação de recursos digitais”.
                Os repositórios institucionais são entendidos como o conjunto de serviços que uma universidade oferece aos membros da sua comunidade para gerir e disseminar todos os materiais produzidos pelo corpo discente e docente da mesma.  Trata-se de um meio para armazenar, divulgar e preservar a produção intelectual de determinada instituição, cujas informações podem ser compartilhadas através de repositórios digitais, na web, incorporadas às TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Para Leite (2009, online) “Os repositórios podem pertecer a universidades, laboratórios ou institutos de pesquisa (repositórios institucionais), ou podem ser organizadas por área do conhecimento (repositórios temáticos).
                O surgimento e a implementação de repositórios institucionais são ferramentas que se fazem presentes em nosso meio de acordo com duas frentes, conforme ressalta Ferreira (2007, p.80):
“[…] a) aquelas que possibilitam a implementação de repositórios que se constituem em espaços de armazenamento, recuperação e recuperação e preservação da memória técnica produzida em uma dada área ou instituição; b) aquelas voltadas à implementação de repositórios cujo propósito seria a criação de espaços para a construção/reconstrução e compartilhamento do conhecimento visando otimizar a prática e o processo de pesquisa em determinada área”.
               
                Seguindo a perspectiva do repositório como um sistema integrado de armazenamento da informação, podemos abordar os repositórios de vídeos. A assertiva de Rozados ([20--?]) é a de que os repositórios de vídeos “são sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação da informação multimídia – vídeos.” Os vídeos de repositórios acadêmicos são fontes riquíssimas para serem usadas enquanto instrumento para acrescentar na educação de crianças, jovens e adultos, cujo foco essencial é a aprendizagem dos alunos. De acordo com Moran (1995) o vídeo explora o visualizar e o ver, cada qual com seu respectivo entendimento. Repositórios de vídeos acadêmicos podem contribuir grandemente com a pesquisa realizada pelo aluno, além de também contribuir para os professores em constante processo de ensino/aprendizagem. Desde 2006 o YouTube tornou-se o repositório de vídeo mais conhecido mundialmente, seguido do Google Vídeos.
                Abaixo, conforme solicitação da disciplina de Informação em Mídias Digitais, destaco três repositórios de vídeos disponíveis na web, como foi fundado, como funciona e alguma peculiaridade apresentada nos referidos repositórios.
ü  Zappiens: http://zappiens.pt/
O Zappiens é, de acordo com a definição que há em seu site na Internet, “ um site de agregação e visualização de conteúdos multimédia educativos, científicos, culturais ou artísticos […]. Foi lançado em 2008 e visa atender a comunidade escolar, o principal público-alvo, para encorajar a criação, publicação e visualização de novos recursos para a comunidade em questão. É dividido em cinco áreas temáticas, os trabalhos são avaliados por uma comissão de análise para então ser disponibilizado no site, que irá publicar ou rejeitar determinado trabalho. É possível fazer um registro para receber login e senha ou realizar a busca através do Zappesquisa, uma caixa no qual digitamos o assunto que procuramos.
ü  Academic Earth: http://academicearth.org
O Academic Earth foi criado em 2009 para oferecer gratuitamente palestras de vídeo online de universidades renomadas, tais como a Universidade de Michigan, www.umich.edu/, Harvard, www.harvad.edu/ e Princeton, www.princeton.edu. De fácil manuesio e acesso, reúne vídeos de cunho acadêmico linkados por assuntos e cursos mais acessados pelos visitantes.
ü  YouTube: www.youtube.com
Talvez o mais conhecido website de internet, devido o seu acesso rápido, prático e vastamente conhecido, que reúne vídeos dos mais variados, tanto educativos, como palestras e vídeoaulas, tanto para as diferentes áreas cujos assuntos são elencados. Foi apresentado também no ano de 2009.

Vídeo e Informação


Não importa se você é amador ou profissional, se tem uma máquina/câmara/filmadora com características, técnicas ou qualidades específicas: a maioria das pessoas vai, em algum determinado momento de sua vida, ser filmado ou filmar algo que é de seu interesse. Tal vídeo ficará para recordar, divulgar um produto, expor uma opinião, expressar um dom. Tudo pode parar nas redes sociais para serem assistidas por nossos amigos, familiares, pessoas desconhecidas. Com a grande disseminação dos vídeos via internet, com canais exclusivamente feitos para esse fim, o vídeo acabou por se tornar um precioso suporte informacional, o que o torna uma ferramenta atraente e acessível.
Evidentemente, as imagens de vídeo exibidas atualmente, nem sempre tiveram imagem e sonoridade tão nítidas. A história dos vídeos teve início com os extintos VHS (Video Home System) cujo estrondoso sucesso só chegou ao fim com a chegada do DVD (Digital Versatile Disk), que também está perdendo espaço para os vídeos digitais que ficam, por tempo indeterminado, disponíveis na web para serem acessados.
Como meio ou ferramenta de ensino/aprendizagem, o vídeo é um recurso educativo e dinâmico, de acordo com Moran (2005, p.2) “a linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica”. Moran (2005, p.2) ainda afirma que o vídeo “[…] parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e ‘tocamos’ os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente […]”. Tratando o vídeo numa proposta didática ao corpo docente, Dallacosta (2004, p.2) salienta que “[…] as aprendizagens são efetivamente constituídas de forma agradável e contextualizada, o uso de vídeo neste caso passa a ter um papel muito importante. Além de mais uma fonte de pesquisa a ser utilizada pelos alunos, o vídeo mostra-se também parte da realidade destes e assim lhes é agradável e significativo” e também afirma (2004, p. 2) que “a utilização de vídeos na educação facilita a aproximação entre a realidade escolar e os interesses dos alunos. Vivemos um tempo em que as imagens assumem um papel de lazer com o qual a escola não pode competir […].”
Não posso deixar de ressaltar nesse post que, além de ferramenta frequente nas escolas, cursos e universidades cujas aulas são presenciais, que as referidas ferramentas podem também ser a chave para a troca de conhecimentos e de experiências através de cursos à distância, chats, videoconferências. Cada pessoa ou aluno, interpreta a imagem e o som a sua maneira e a quantidade de materiais disponibilizados na web surpreende ainda até o ser humano mais “conectado” que exista: há vídeos educativos que ensinam a cozinhar, dançar, como também os que servem de base teórica para os estudos, embora hajam vídeos cujo conteúdo é baixo, fútil e mesmo desnecessário. No entanto, o vídeo vai ao encontro das necessidades de cada um, seja lazer ou trabalho, e cada pessoa encontrará exatamente o que procura, atendendo suas preferências. Como no mundo há de tudo e para tudo, basta lembrar do antigo ditado: “Cada louco com a sua mania” (…).

REFERÊNCIAS

DALLACOSTA, A. et al. O vídeo digital e a educação. XV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação - SBIE - UFAM - 2004.
MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, p.27-35,1995.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Banco de Imagens: instrumento de disseminação da informação


      Antes de abordar o tema sugerido para essa semana, gostaria de salientar que precisei buscar muito na net para poder escrever aqui. Seria um absurdo escrever um post sobre um assunto do qual sequer tenho conhecimento. Por isso, vou tentar aqui expor o que encontrei sobre os Bancos de Imagens. Na postagem anterior, eu já havia comentado que as fotografias já fazem parte das nossas devido à facilidade de recursos para se tirar uma foto, com tantas tecnologias a nosso favor. Fotos e imagens são fontes de informação riquíssimas, uma vez que disseminam a informação sem a necessidade de qualquer palavra. 

      Os locais cuja função é armazenar fotografias e imagens para disponibilizá-las via internet é chamado de Banco de Imagens. Rozados (200--?, p.2) afirma que são sitemas de captura, tratamento, organização e recuperação de imagens digitais que podem ter diversos usos e que servem tanto para preservar a memória, oferecem informação textual e não textual, são potenciais canais de pesquisa e podem ser utilizados nas áreas de design e propaganda, por exemplo. 
      Os Bancos de Imagens contém fotografias de pessoas, animais, lugares, entre inúmeras outras situações nas quais pode-se fazer a busca que vá atender as necessidades específicas de cada pessoa. No entanto, tais imagens podem ser totalmente gratuitas para o usuário, ou ter um certo preço para poder fazer o donwload. Castaño (2001, p.4-5): afirma que “[…] se cria uma divisão de imagens sujeitas a direitos (“rights protected”) e aqueles livres dos mesmos (“royalty free”) […]. 
      Dessa forma, há sites no qual se pode fazer uma busca totalmente gratuita como também pagar pelas imagens desejadas. Os Bancos de Imagens pagos normalmente tem inúmeras imagens que já estão no formato, forma e posição desejadas para serem utilizados e são cobrados por imagem ou assinatura mensal, Reis (2011, on line). Muitas imagens vem acompanhada de títulos, legendas ou de algum outro tipo de interpretação (RODRIGUES, 2007, p. 72). 
Ao realizarmos o pagamento da imagem desejada em algum desses sites, os direitos autorais são liberados e as marcas (geralmente marcas d’água com o logotipo do site) saem da imagem e a figura é disponibilizada sem transtornos. As buscas são feitas no site através de um sistema de recuperação que pode ser por termos, palavras-chave e mesmo por folksonomias. 
      E por falar em Direito Autoral, que é a menção do nome do autor de determinado trabalho (uma foto, um livro, uma frase), dando-lhes posse sobre a sua obra, pensei em escrever sobre o Copyright, o direito de uso/cópia/reprodução exclusivo do seu autor, que pode ou não ser concedido. A Lei do Direito Autoral, para fins de esclarecimento, é a de número 9.610/98 e está disponível em http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=148431. Para Castaño (2001), as imagens livres de direitos, uma vez adquiridas, podem ser utilizadas e modificadas para qualquer tipo de uso, como por exemplo, comercial, desde que dentro dos limites estabelecidos pela legislação, já em geral não há garantia de uso exclusivo dessas imagens. 
      Feita a minha pesquisa sobre o tema proposto, já posso dizer que agora sei o que são os Bancos de Imagens, sua finalidade e importância. São instrumentos que facilitam a democratização e disseminação da informação, que pode ser usado por diferentes pessoas, para diferentes fins. 

REFERÊNCIAS


MARÚ, Carolina Vigna. Indo além do Banco de Imagens. WIDE a revista dos profissionais de internet, v. 86, abr. 2009. 

MUÑOZ CASTAÑO, J. E. Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes. El profesional de la información, Barcelona, v. 10, n. 3, p. 4-18, mar. 2001. Disponível em: <http://www.elprofesionaldelainformacion.com/contenidos/2001/marzo/1.pdf>. Acesso em: 19 set. 2011.

REIS, L. Top 10 Lista de Banco de Imagens Grátis. Blog Mistures, 2011. Disponível em: <http://mistures.com/top-10-lista-de-banco-de-imagens-gratis>. Acesso em: 10 out. 2011.

RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica. Ci. Inf., Brasília, v. 36, n. 3, p. 67-76, set./dez. 2007. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1006/737>. Acesso em: 10 out. 2011. 

ROZADOS, H.B.F. Bancos de imagens digitais. Porto Alegre: FABICO/UFRGS. [200--?]. 18 transparências.


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