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Olá! Me chamo Viviane e este é o primeiro blog que crio. Graduanda em Biblioteconomia, catarinense, libriana, apaixonada por livros, filmes, gatos e crianças.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vídeo e Informação


Não importa se você é amador ou profissional, se tem uma máquina/câmara/filmadora com características, técnicas ou qualidades específicas: a maioria das pessoas vai, em algum determinado momento de sua vida, ser filmado ou filmar algo que é de seu interesse. Tal vídeo ficará para recordar, divulgar um produto, expor uma opinião, expressar um dom. Tudo pode parar nas redes sociais para serem assistidas por nossos amigos, familiares, pessoas desconhecidas. Com a grande disseminação dos vídeos via internet, com canais exclusivamente feitos para esse fim, o vídeo acabou por se tornar um precioso suporte informacional, o que o torna uma ferramenta atraente e acessível.
Evidentemente, as imagens de vídeo exibidas atualmente, nem sempre tiveram imagem e sonoridade tão nítidas. A história dos vídeos teve início com os extintos VHS (Video Home System) cujo estrondoso sucesso só chegou ao fim com a chegada do DVD (Digital Versatile Disk), que também está perdendo espaço para os vídeos digitais que ficam, por tempo indeterminado, disponíveis na web para serem acessados.
Como meio ou ferramenta de ensino/aprendizagem, o vídeo é um recurso educativo e dinâmico, de acordo com Moran (2005, p.2) “a linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica”. Moran (2005, p.2) ainda afirma que o vídeo “[…] parte do concreto, do visível, do imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele - nos toca e ‘tocamos’ os outros, estão ao nosso alcance através dos recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente […]”. Tratando o vídeo numa proposta didática ao corpo docente, Dallacosta (2004, p.2) salienta que “[…] as aprendizagens são efetivamente constituídas de forma agradável e contextualizada, o uso de vídeo neste caso passa a ter um papel muito importante. Além de mais uma fonte de pesquisa a ser utilizada pelos alunos, o vídeo mostra-se também parte da realidade destes e assim lhes é agradável e significativo” e também afirma (2004, p. 2) que “a utilização de vídeos na educação facilita a aproximação entre a realidade escolar e os interesses dos alunos. Vivemos um tempo em que as imagens assumem um papel de lazer com o qual a escola não pode competir […].”
Não posso deixar de ressaltar nesse post que, além de ferramenta frequente nas escolas, cursos e universidades cujas aulas são presenciais, que as referidas ferramentas podem também ser a chave para a troca de conhecimentos e de experiências através de cursos à distância, chats, videoconferências. Cada pessoa ou aluno, interpreta a imagem e o som a sua maneira e a quantidade de materiais disponibilizados na web surpreende ainda até o ser humano mais “conectado” que exista: há vídeos educativos que ensinam a cozinhar, dançar, como também os que servem de base teórica para os estudos, embora hajam vídeos cujo conteúdo é baixo, fútil e mesmo desnecessário. No entanto, o vídeo vai ao encontro das necessidades de cada um, seja lazer ou trabalho, e cada pessoa encontrará exatamente o que procura, atendendo suas preferências. Como no mundo há de tudo e para tudo, basta lembrar do antigo ditado: “Cada louco com a sua mania” (…).

REFERÊNCIAS

DALLACOSTA, A. et al. O vídeo digital e a educação. XV Simpósio Brasileiro de Informática na Educação - SBIE - UFAM - 2004.
MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Comunicação & Educação, São Paulo, p.27-35,1995.

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