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Olá! Me chamo Viviane e este é o primeiro blog que crio. Graduanda em Biblioteconomia, catarinense, libriana, apaixonada por livros, filmes, gatos e crianças.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Convergência das Mídias Digitais

Fim de semestre se aproximando e eis que surge o último post da disciplina. Para essa atividade, a proposta é escrever sobre todos os assuntos discutidos durante o semestre, baseados nos aspectos que envolvem a cultura da convergência e as mídias digitais.
            No entanto, a pergunta é: o que significa “convergência”? A definição do dicionário define o verbo convergir cujo significado é dirigir (se) a um ponto em comum ou tender para um mesmo fim. Sob essa ótica, a “convergência das mídias digitais” vai ao encontro das atividades sugeridas ao longo do semestre, ou seja, o rumo que a tecnologia vem tomando nesses últimos anos, transformando hábitos, reformulando conceitos, mudando as atitudes.
            Para Jenkins (2008, p. 27) o termo convergência é entendido como o

fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação de múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos do meio de comunicação que vão [ . . . ] em busca das experiências de entretenimento que desejam.

            É fato que os aparelhos mudaram, ficaram mais velozes e práticos, enquanto tantos outros foram extintos para dar lugar a aparelhos mais modernos. Aparelhos de telefone, de televisão, computadores e muitas tecnologias de rede uniram-se para transmitir, em tempo real, informações completamente diversas, nas quais uma pessoa possa encontrar o que procura, fazendo uso de qualquer suporte, onde quer que esteja. Para exemplificar, basta pensarmos nos aparelhos celulares disponíveis nas lojas. A última (e deveria ser a principal) função a receber forte apelo da propaganda é saber o que determinado aparelho faz: conexão com a internet; acesso às redes sociais, câmera fotográfica, gravador de vídeo, televisão, rádio, MP4. Comprar um aparelho cuja finalidade é falar com alguma pessoa não é mais a prioridade dos aparelhos celulares no mercado.
            Conforme Mesquita (1999, [s.p]) a convergência também pode ser entendida como interação e conexão entre, segundo o autor:
[ . . . ] a imprensa, o rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital (sob a forma de bits), onde será possível interagir com a própria informação [ . . . ]
            Para Jenkins (2008), a convergência representa em sua totalidade uma transformação cultural, “à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meios a conteúdos midiáticos dispersos”. Isso significa que há um usuário com necessidades especificas, que precisa interagir com o outro na busca de satisfazer suas necessidades informacionais de cada dia. Ao procurar por uma noticia, há a possibilidade de o usuário encontrar um vídeo, uma imagem, uma publicação em um periódico, uma entrevista no jornal, resultado das interações com outras pessoas que geram o compartilhamento de informações de forma imediata.
            A cultura da convergência deu fim ao usuário-espectador da informação e abriu portas para que ele participe deste processo, que é interagir e participar na construção da informação.  
            Disponibilizar a informação, tornar possível a comunicação entre os usuários através da junção das mídias é a proposta da convergência: a participação ativa das pessoas em um mundo cada vez mais consumista quando se trata de tecnologia. Ou, como salienta Jenkins (2008) “um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos”.
            Durante a disciplina de Informação em Mídias Digitais, muitos foram os temas cuja ideia foi fundada na convergência. Primeiro de tudo, a criação de um blog. a criação de um blog, a manutenção e a atualização do blog representaram pra mim a descoberta do novo, uma vez que eu ainda não havia criado um. As publicações representam todas as junções das tecnologias que a mídia nos oferece a cada dia, com cada vez mais facilidade e rapidez.
            Discursar sobre fotologs, microblogs, redes sociais, a história da fotografia, repositório de vídeos, dentre os tantos outros temas das atividades, é permitir que a comunicação exista e de que a informação seja compartilhada, assistida e comentada. Isso é possível através da imensa possibilidade das pessoas interagirem através desses suportes, já que a internet está ao alcance de todos a qualquer hora, em qualquer lugar.
            Em suma, estar conectado e ter acesso à informação é possível. Fazer um filtro daquilo que realmente é relevante ao usuário, é uma das atribuições do bibliotecário. Diante da gigantesca quantidade de informações, é imprescindível que a busca seja feita a atender àquilo que interessa ao usuário, utilizando os recursos e os suportes disponíveis em sua biblioteca. Os recursos midiáticos ressaltados por Jenkins anteriormente ainda não existem em um único lugar, no qual possa ser encontrado tudo o que se deseja, organizados e produzidos em uma única mídia. Dessa forma, respondendo à questão proposta pela equipe da disciplina, ainda não é possível convergir todos os elementos informacionais distribuídos nas diferentes mídias, de maneira a sistematizar a busca e a recuperação da informação de uma forma mais ágil e eficiente.
Acima de tudo, cabe ao profissional agir com bom senso para que nenhuma informação seja totalmente perdida ou má avaliada na web, que faça bom uso de suas competências (organizar, recuperar e disseminar a informação) para atender o usuário da maneira mais adequada. 

REFERÊNCIAS


FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro, 1986. 1838p.

MESQUITA, João. A Convergência dos media: do mass ao self media. 1999. Disponível em: <http://www.citi.pt/estudos_multi/joao_mesquita/index.html> Acesso em: 14 nov. 2011.

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. [New York]: Aleph, Tradução: Suzana Alexandria, 2008, 31 p. Disponível em:  <http://pt.scribd.com/doc/70803815/JENKINS-Henry-Cultura-da-convergencia>. Acesso em: 14 nov. 2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Redes sociais: profissionalismo, criatividade e transparência a favor da sensatez

Que as redes sociais tomaram conta da internet, isso já não é novidade. Os brasileiros gastam em média muito mais tempo em sites de relacionamentos do que passariam com a família ou dedicadas ao estudo. Acessam nos locais de trabalho, em casa, nos aparelhos celulares. Mas, o que são redes sociais?  São redes criadas para proporcionar interação e fazer a troca de informações entre produtos, serviços e a vida pessoal das pessoas. Através de interesses mútuos, é possível encontrar o que se quer e divulgar o que se tem, compartilhar interesses e novidades.
              Amaral (200?, p. 2) comenta que
“As redes sociais emergem nos últimos anos como um padrão organizacional capaz de expressar, em seu arranjo de relações, as ideias políticas e inovadoras, nascidas do desejo deresolver problemas atuais.”
             Do mesmo modo, Silva (200? P. 3) ressalta que a a rede social é “[. . . ] uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou seus agrupamentos de interesses mútuos.” Os exemplos mais conhecidos e comuns de redes sociais, com a grande expansão da internet e dos computadores, são Facebook, Twitter, Orkut, MySpace. Como construção social, Tomael (2007) destaca que isso é decorrente da interação e da comunicação entre os participantes da rede, surgidas, de acordo com Costa (2005, apud Rheingold, 2005) quando há a necessidade de informação específica, de uma opinião especializada ou da localização de um recurso, auxiliando os membros de determinada rede a lidarem com a sobrecarga da informação.
             Num contexto semelhante, as comunidades virtuais também são criadas de acordo com grupos cujos interesses são semelhantes para satisfazer uma necessidade coletiva de informação. É interessante que os profissionais da informação reconheçam o quão são importantes as redes sociais e como estas podem auxiliar no desempenho de suas atividades. As redes sociais são ótimas aliadas, uma vez que possibilita o compartilhamento de interesses e a interação com os usuários. E mais: divulga o que vem sendo feito nos centros de informação a partir da colaboração dos usuários que participam de tais redes, proporciona a troca de saberes e disponibiliza amplamente a informação.
         
REFERÊNCIA

AMARAL, V. Redes: uma nova forma de atuar. [2006]. Disponível em: <http://www.redesedesenvolvimento.org.br/>. Acesso em: 18 nov. 2011.

COSTA, R. Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.9, n.17, p.235-48, mar/ago 2005.
SILVA, R. S. da. Web 2.0: o poder do compartilhamento nas redes sociais. [s.l.]: [s.n.], [200?]. 26 transparências.

TOMAÉL, M.I. Redes sociais, conhecimento e inovação localizada. Inf., Londrina, v. 12, n. esp., 2007.

WebMuseus

Conhecer lugares, encontrar pessoas, fazer pesquisas, descobrir o que a internet oferece em diferentes sites, isso a maioria das pessoas faz. No entanto, você já sabia ou já havia escutado que é possível também conhecer os acervos dos museus através de visitas virtuais? Particularmente, eu já tinha uma pequena noção de que isso existe, embora não tivesse tido a oportunidade de saber um pouco mais sobre essa nova ferramenta de interação. O post dessa semana, além de uma pesquisa ao tema que foi proposto pela disciplina, será uma nova descoberta pra mim. Preparados?
            Para entender sobre museus, inicio com Oliveira (2007) que afirma que museu é sinônimo de coleção, de documentação e de acervo, além de conservação e exposição dos mais diferentes objetos, cuja proposta é mostrar às pessoas, feito a partir dos cuidados de um profissional qualificado, numa determinada instituição. Ou seja, o museu é o lugar no qual as pessoas vão com a intenção de apreciar determinada obra, conhecer um artista, fazer-se entender a humanidade por meio de registros feitos pelo homem (um quadro, objetos antigos). Dessa forma, as gerações obtêm informações que contribuirão no entendimento do passado, de uma época, de costumes, de estilos de vida. As memórias mantêm-se viva nesses locais e contribuem ricamente no processo de educação de uma sociedade e no entendimento de sua história.
            Evidentemente, fazemos visitas aos museus da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país. Entretanto, atualmente é possível fazer visitas aos museus mais longicuos que se pode imaginar, com poucos cliques na internet. Como? Através dos WebMuseus, de acordo com Carvalho (2008,p. 83)
[ ... ] na década de 90, multiplicaram-se sites de museus, dedicados aos mais diferentes temas, com nomes e tipologias, em diferentes continente. Muitos desses sites são espelhamento de instituições museológicas, contruidas no espaço físico.
            Quanto as visitas que realizei nos sites de WebMuseus, elenquei alguns que trago abaixo.
MARGSMuseu de Arte do Rio Grande do Sul: é bem interessante, traz as categorias para conhecimento da instituição, de projetos, do acervo. Há o tour virtual no qual é possível buscar o que se dejeja (um quadro, um desenho, entre outros) ou categorias as técnicas, como também traz a lista contendo todas as obras e seus respectivos autores.
MASPMuseu de Arte de São Paulo: traz as exposições recentes, é o museu mais importante do hemisfério sul. A busca é feita pelo autor ou pela obra, ou também pela categoria.
 MASPMuseu de Arte de São Paulo: traz as exposições recentes, é o museu mais importante do hemisfério sul. A busca é feita pelo autor ou pela obra, ou também pela categoria.
            No entanto, vale lembrar os prós e contras. A facilidade de acesso para o usuário e a possibilidade de conhecer culturas totalmente distintas das quais ele possa ter conhecimento. Como contras, posso mencionar a questão trazida por Oliveira (2007) que acredita que o museus “físicos” podem perder espaço para os virtuais, uma vez que os usuários não terão mais interesse em visitar o espaço da sua cidade/estado/país, e passar a fazer apenas visitas através dos sites de internet que trazem seus WebMuseus. Trata-se de uma situação que deve ser avaliada com carinho, uma vez que ambos os espaços lidam com a disseminação da informação, cada qual com suas vantagens (o primeiro por trazer a obra enquanto forma original e exclusiva dde uma instituição) ao passo que a outra traz a possibilidade de apresentar inúmeras outras obras, de diferentes lugares o mundo, embora com emoção consideravelmente menor que é a apreciação da obra ‘a olho nu’.
                                                                                                                       

REFERÊNCIAS


CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Museologia e Parimonio, [Rio e Janeiro], v. 1, n. 1, p.83-93, jul./dez. 2008. Disponível em <http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgp/issue/view/2/showToc. Acesso em: 23 nov. 2011.

OLIVEIRA, J. C.O museu digital: um metáfora do concreto ao digital.Comunicação e Sociedade, [S.l.], v. 12, p. 147-161, 2007. Disponível: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=186808>. Acesso em: 14 nov. 2011.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E-books: das páginas de livros às telas digitais

O e-book, ou eletronic book, é uma das tantas novas tecnologias disponíveis no mercado, resultado da crescente evolução nos meios de comunicação em mídias digitais. Trata-se, na realidade do livro eletrônico em um novo suporte informacional, no qual não é mais necessário comprar o livro em seu suporte original (com folha, capa, lombada), mas sim fazer a leitura da obra que se quer e que está em forma eletrônica. Benício e Silva (2005, p. 4) ressalta que tal termo é utilizado para nomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via conexão de internet para um computador, através de download, como também para outros aparelhos que não sejam computadores e disponibilize da mesma forma, a leitura da obra. 
Seu surgimento não é recente. O e-book teve início com a digitalização de textos que iriam para o domínio publico, em meados de 1970 e décadas mais tarde, tendo a internet se tornado mais popular que em anos anteriores, os livros tornaram-se mais acessíveis. De acordo com Pinheiro (2011, p. 3) a história dos e-books remete a Michael Hart, da Universidade de Ilinois, reponsável por disponibilizar uma biblioteca totalmente gratuita com livros digitais, cuja coleção era composta por cerca de dois mil exemplares, dentre essas, obras clássicas.
Atualmente, com a surpreendente rapidez que se desenvolvem produtos e serviços na área da computação, é possível ter acesso a qualquer documento – seja um livro, seja um texto – por meio de IPads, mp4, tablets, notebooks e Kindle.  Quem faz uso dessas ferramentas para acessar uma obra é denominado de e-readers, os leitores digitais, e já representam uma significativa mudança na forma como a disseminação da informação vem sendo feita.
Quanto às editoras, estas exigirem que os downloads de livros digitais tivesse o mesmo preço dos livros impressos. No entanto, mudanças decorrentes no cenário nacional econômico vai ao encontro do que ressalta Soares (2009): tendo os e-books um aumento representativo em suas vendas, é possível que as editoras consigam isso. Muitas sentiram-se prejudicadas com o e-book. Enquanto umas uniram forças, outras se sentem mais do que nunca ameaçadas. É preciso que elas façam a digitalização de seus catálogos e diminua o valor dos livros digitais, conforme Soares (2009).

Como futura bibliotecária, muitos foram os questionamentos em sala de aula, entre colegas e alunos, quanto ao futuro da biblioteca, com o futuro dos livros, com o futuro da profissão. É notório que essas dúvidas ainda permeiam a mente de muitos bibliotecários já atuantes no mercado de trabalho, como também as mentes de quem está entrando no curso de Biblioteconomia. Seria medo? Seria receio? Medo do novo? Receio de perder usuários? Independente da resposta é essencialmente importante que estejamos preparados para lidar com mais essa preciosa fonte de informação, preparados para lidar com essa realidade, rever conceitos e extinguir de vez antigos paradigmas. Nesse contexto, Benício e Silva (2006, p. 10) ressalta que

[…] o papel do bibliotecário de SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, uma vez que será o intérprete dos meios e das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando, pesquisando a informação desejada através dos novos recursos tecnológicos e tornando-se o elo entre informaçã-usuário-tecnologia.


Isso significa que os e-books chegaram como mais uma ferramenta que ajudará o usuário e que contribuirá para a atuação do bibliotecário. O e-book não é cansativo (os aparelhos tem a tela em LCD), é ecológico (diminui o gasto de papel com a impressão do livro tradicional), é portátil (pode-se levar no bolso um livro que tenha mil páginas, o que seria pesado em seu formato original), além de que é possível fazer anotações (e não irá prejudicar as folhas, já que não existem).


REFERÊNCIAS


BENÍCIO, C.; Silva, A. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica. Biblionline, Paraíba, v.1, n.2, 2005.

PINHEIRO, C. História do e-book. IN: Congresso Brasileiro de Leitura Digital, Porto Alegre, 2011. 25 transparências.

SOARES, C. Novas escritas para a história dos e-book. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 2009. 

E-books: das páginas de livros às telas digitais

O e-book, ou eletronic book, é uma das tantas novas tecnologias disponíveis no mercado, resultado da crescente evolução nos meios de comunicação em mídias digitais. Trata-se, na realidade do livro eletrônico em um novo suporte informacional, no qual não é mais necessário comprar o livro em seu suporte original (com folha, capa, lombada), mas sim fazer a leitura da obra que se quer e que está em forma eletrônica. Benício e Silva (2005, p. 4) ressalta que tal termo é utilizado para nomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via conexão de internet para um computador, através de download, como também para outros aparelhos que não sejam computadores e disponibilize da mesma forma, a leitura da obra. 
Seu surgimento não é recente. O e-book teve início com a digitalização de textos que iriam para o domínio publico, em meados de 1970 e décadas mais tarde, tendo a internet se tornado mais popular que em anos anteriores, os livros tornaram-se mais acessíveis. De acordo com Pinheiro (2011, p. 3) a história dos e-books remete a Michael Hart, da Universidade de Ilinois, reponsável por disponibilizar uma biblioteca totalmente gratuita com livros digitais, cuja coleção era composta por cerca de dois mil exemplares, dentre essas, obras clássicas.
Atualmente, com a surpreendente rapidez que se desenvolvem produtos e serviços na área da computação, é possível ter acesso a qualquer documento – seja um livro, seja um texto – por meio de IPads, mp4, tablets, notebooks e Kindle.  Quem faz uso dessas ferramentas para acessar uma obra é denominado de e-readers, os leitores digitais, e já representam uma significativa mudança na forma como a disseminação da informação vem sendo feita.
Quanto às editoras, estas exigirem que os downloads de livros digitais tivesse o mesmo preço dos livros impressos. No entanto, mudanças decorrentes no cenário nacional econômico vai ao encontro do que ressalta Soares (2009): tendo os e-books um aumento representativo em suas vendas, é possível que as editoras consigam isso. Muitas sentiram-se prejudicadas com o e-book. Enquanto umas uniram forças, outras se sentem mais do que nunca ameaçadas. É preciso que elas façam a digitalização de seus catálogos e diminua o valor dos livros digitais, conforme Soares (2009).

Como futura bibliotecária, muitos foram os questionamentos em sala de aula, entre colegas e alunos, quanto ao futuro da biblioteca, com o futuro dos livros, com o futuro da profissão. É notório que essas dúvidas ainda permeiam a mente de muitos bibliotecários já atuantes no mercado de trabalho, como também as mentes de quem está entrando no curso de Biblioteconomia. Seria medo? Seria receio? Medo do novo? Receio de perder usuários? Independente da resposta é essencialmente importante que estejamos preparados para lidar com mais essa preciosa fonte de informação, preparados para lidar com essa realidade, rever conceitos e extinguir de vez antigos paradigmas. Nesse contexto, Benício e Silva (2006, p. 10) ressalta que

[…] o papel do bibliotecário de SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, uma vez que será o intérprete dos meios e das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando, pesquisando a informação desejada através dos novos recursos tecnológicos e tornando-se o elo entre informaçã-usuário-tecnologia.


Isso significa que os e-books chegaram como mais uma ferramenta que ajudará o usuário e que contribuirá para a atuação do bibliotecário. O e-book não é cansativo (os aparelhos tem a tela em LCD), é ecológico (diminui o gasto de papel com a impressão do livro tradicional), é portátil (pode-se levar no bolso um livro que tenha mil páginas, o que seria pesado em seu formato original), além de que é possível fazer anotações (e não irá prejudicar as folhas, já que não existem).


REFERÊNCIAS


BENÍCIO, C.; Silva, A. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica. Biblionline, Paraíba, v.1, n.2, 2005.

PINHEIRO, C. História do e-book. IN: Congresso Brasileiro de Leitura Digital, Porto Alegre, 2011. 25 transparências.

SOARES, C. Novas escritas para a história dos e-book. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 2009. 

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