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Olá! Me chamo Viviane e este é o primeiro blog que crio. Graduanda em Biblioteconomia, catarinense, libriana, apaixonada por livros, filmes, gatos e crianças.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E-books: das páginas de livros às telas digitais

O e-book, ou eletronic book, é uma das tantas novas tecnologias disponíveis no mercado, resultado da crescente evolução nos meios de comunicação em mídias digitais. Trata-se, na realidade do livro eletrônico em um novo suporte informacional, no qual não é mais necessário comprar o livro em seu suporte original (com folha, capa, lombada), mas sim fazer a leitura da obra que se quer e que está em forma eletrônica. Benício e Silva (2005, p. 4) ressalta que tal termo é utilizado para nomear o livro em formato eletrônico, podendo ser baixado via conexão de internet para um computador, através de download, como também para outros aparelhos que não sejam computadores e disponibilize da mesma forma, a leitura da obra. 
Seu surgimento não é recente. O e-book teve início com a digitalização de textos que iriam para o domínio publico, em meados de 1970 e décadas mais tarde, tendo a internet se tornado mais popular que em anos anteriores, os livros tornaram-se mais acessíveis. De acordo com Pinheiro (2011, p. 3) a história dos e-books remete a Michael Hart, da Universidade de Ilinois, reponsável por disponibilizar uma biblioteca totalmente gratuita com livros digitais, cuja coleção era composta por cerca de dois mil exemplares, dentre essas, obras clássicas.
Atualmente, com a surpreendente rapidez que se desenvolvem produtos e serviços na área da computação, é possível ter acesso a qualquer documento – seja um livro, seja um texto – por meio de IPads, mp4, tablets, notebooks e Kindle.  Quem faz uso dessas ferramentas para acessar uma obra é denominado de e-readers, os leitores digitais, e já representam uma significativa mudança na forma como a disseminação da informação vem sendo feita.
Quanto às editoras, estas exigirem que os downloads de livros digitais tivesse o mesmo preço dos livros impressos. No entanto, mudanças decorrentes no cenário nacional econômico vai ao encontro do que ressalta Soares (2009): tendo os e-books um aumento representativo em suas vendas, é possível que as editoras consigam isso. Muitas sentiram-se prejudicadas com o e-book. Enquanto umas uniram forças, outras se sentem mais do que nunca ameaçadas. É preciso que elas façam a digitalização de seus catálogos e diminua o valor dos livros digitais, conforme Soares (2009).

Como futura bibliotecária, muitos foram os questionamentos em sala de aula, entre colegas e alunos, quanto ao futuro da biblioteca, com o futuro dos livros, com o futuro da profissão. É notório que essas dúvidas ainda permeiam a mente de muitos bibliotecários já atuantes no mercado de trabalho, como também as mentes de quem está entrando no curso de Biblioteconomia. Seria medo? Seria receio? Medo do novo? Receio de perder usuários? Independente da resposta é essencialmente importante que estejamos preparados para lidar com mais essa preciosa fonte de informação, preparados para lidar com essa realidade, rever conceitos e extinguir de vez antigos paradigmas. Nesse contexto, Benício e Silva (2006, p. 10) ressalta que

[…] o papel do bibliotecário de SI será o de gateway (guia) ou gatekkeper (orientador) do usuário, uma vez que será o intérprete dos meios e das formas de acesso à informação e aos portais do conhecimento, organizando, refinando, pesquisando a informação desejada através dos novos recursos tecnológicos e tornando-se o elo entre informaçã-usuário-tecnologia.


Isso significa que os e-books chegaram como mais uma ferramenta que ajudará o usuário e que contribuirá para a atuação do bibliotecário. O e-book não é cansativo (os aparelhos tem a tela em LCD), é ecológico (diminui o gasto de papel com a impressão do livro tradicional), é portátil (pode-se levar no bolso um livro que tenha mil páginas, o que seria pesado em seu formato original), além de que é possível fazer anotações (e não irá prejudicar as folhas, já que não existem).


REFERÊNCIAS


BENÍCIO, C.; Silva, A. Do livro impresso ao e-book: o paradigma do suporte na Biblioteca Eletrônica. Biblionline, Paraíba, v.1, n.2, 2005.

PINHEIRO, C. História do e-book. IN: Congresso Brasileiro de Leitura Digital, Porto Alegre, 2011. 25 transparências.

SOARES, C. Novas escritas para a história dos e-book. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 2009. 

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