Conhecer lugares, encontrar pessoas, fazer pesquisas, descobrir o que a internet oferece em diferentes sites, isso a maioria das pessoas faz. No entanto, você já sabia ou já havia escutado que é possível também conhecer os acervos dos museus através de visitas virtuais? Particularmente, eu já tinha uma pequena noção de que isso existe, embora não tivesse tido a oportunidade de saber um pouco mais sobre essa nova ferramenta de interação. O post dessa semana, além de uma pesquisa ao tema que foi proposto pela disciplina, será uma nova descoberta pra mim. Preparados?
Para entender sobre museus, inicio com Oliveira (2007) que afirma que museu é sinônimo de coleção, de documentação e de acervo, além de conservação e exposição dos mais diferentes objetos, cuja proposta é mostrar às pessoas, feito a partir dos cuidados de um profissional qualificado, numa determinada instituição. Ou seja, o museu é o lugar no qual as pessoas vão com a intenção de apreciar determinada obra, conhecer um artista, fazer-se entender a humanidade por meio de registros feitos pelo homem (um quadro, objetos antigos). Dessa forma, as gerações obtêm informações que contribuirão no entendimento do passado, de uma época, de costumes, de estilos de vida. As memórias mantêm-se viva nesses locais e contribuem ricamente no processo de educação de uma sociedade e no entendimento de sua história.
Evidentemente, fazemos visitas aos museus da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país. Entretanto, atualmente é possível fazer visitas aos museus mais longicuos que se pode imaginar, com poucos cliques na internet. Como? Através dos WebMuseus, de acordo com Carvalho (2008,p. 83)
[ ... ] na década de 90, multiplicaram-se sites de museus, dedicados aos mais diferentes temas, com nomes e tipologias, em diferentes continente. Muitos desses sites são espelhamento de instituições museológicas, contruidas no espaço físico.
Quanto as visitas que realizei nos sites de WebMuseus, elenquei alguns que trago abaixo.
MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul: é bem interessante, traz as categorias para conhecimento da instituição, de projetos, do acervo. Há o tour virtual no qual é possível buscar o que se dejeja (um quadro, um desenho, entre outros) ou categorias as técnicas, como também traz a lista contendo todas as obras e seus respectivos autores.
MASP – Museu de Arte de São Paulo: traz as exposições recentes, é o museu mais importante do hemisfério sul. A busca é feita pelo autor ou pela obra, ou também pela categoria.
No entanto, vale lembrar os prós e contras. A facilidade de acesso para o usuário e a possibilidade de conhecer culturas totalmente distintas das quais ele possa ter conhecimento. Como contras, posso mencionar a questão trazida por Oliveira (2007) que acredita que o museus “físicos” podem perder espaço para os virtuais, uma vez que os usuários não terão mais interesse em visitar o espaço da sua cidade/estado/país, e passar a fazer apenas visitas através dos sites de internet que trazem seus WebMuseus. Trata-se de uma situação que deve ser avaliada com carinho, uma vez que ambos os espaços lidam com a disseminação da informação, cada qual com suas vantagens (o primeiro por trazer a obra enquanto forma original e exclusiva dde uma instituição) ao passo que a outra traz a possibilidade de apresentar inúmeras outras obras, de diferentes lugares o mundo, embora com emoção consideravelmente menor que é a apreciação da obra ‘a olho nu’.
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na internet e o visitante virtual. Museologia e Parimonio, [Rio e Janeiro], v. 1, n. 1, p.83-93, jul./dez. 2008. Disponível em <http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgp/issue/view/2/showToc. Acesso em: 23 nov. 2011.
OLIVEIRA, J. C.O museu digital: um metáfora do concreto ao digital.Comunicação e Sociedade, [S.l.], v. 12, p. 147-161, 2007. Disponível: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=186808>. Acesso em: 14 nov. 2011.
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